quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Jornalista esportivo e seu time do coração

Foto: stevepb/Public Domain/Pixabay
Uma ação corriqueira que vem desde os primeiros anos da faculdade é: se ambiciono trabalhar no futebol, devo esconder meu time do coração. Foi assim comigo, com amigos e ainda é assim com os mais variados acadêmicos. 

Em artigo publicado pela revista Rádio-Leituras de 2015, eu e meu orientador, Prof. João Canavilhas, falamos "entre os vários jornalismos especializados, o esportivo é, provavelmente, o que mais interfere com a paixão da audiência, sendo o futebol o único esporte com expressão verdadeiramente global.".

E talvez seja essa conexão global e interferência da audiência que deixe os estudantes e jornalistas receosos em revelar seu time do coração. Mesmo aqueles que estão na mídia há vinte ou trinta anos, tem times do coração. Essa paixão do brasileiro vem de berço. Nasce antes de qualquer ambição profissional. Mas quem está no jornalismo, coloca a sua profissão acima dessa paixão desde as primeiras linhas. 

Puiatti (2011) refere que o jornalista especializado em alguma editoria, como a esportiva, é um profissional diferenciado pois adquire um caráter seletivo e Candelas (2003) acrescenta que o consumidor estabelece uma relação próxima com esse jornalista especializado e tem nele alguém de confiança e referência de uma temática especifica. E talvez o receio de reações negativas de algum lado de torcedores, faz com que seja uma escolha difícil a de revelar o time do coração.

Nos últimos dois anos, casos marcantes dessas revelações, em suma, na imprensa gaúcha, ganharam certo destaque. Leonardo Meneghetti, Rafael Serra e Fabiano Baldasso. Há, ainda, um dos mais respeitados no meio: Mauro Beting, identificado com o Palmeiras há muitos anos. Uma escolha difícil. Onde se pesa todo um contexto pessoal e profissional. De pensar no passado já solidificado e no futuro a ser construído. 

Os jornalistas não perdem seu diploma por isso. Eles não perdem seu senso crítico e ético em detrimento de uma simples publicação que parte do coração. Assim como quem opta por não revelar, não pode ser julgado como torcedor de x e y a cada publicação. Jornalista fez juramento. Jornalista é jornalista. Como "contra-ponto" às revelações, para provar que isso não interfere em nada, posso citar profissionais que na minha visão fazem um trabalho espetacular. De bate-pronto lembro-me de: Filipe Duarte, Diori Vasconcellos, Carlos Guimarães, Rodrigo Oliveira, Felipe Nabinger...

Santana (2005) diz que o esporte deve ser um espaço de aprendizado constante, diretamente relacionado com a educação o que podemos relacionar com Habermas (1989) que refere, ainda, ser uma manifestação cultural compartilhada em grupos ou comunidades com o intuito de formar hábitos e comportamentos na sociedade. Seja de clube revelado ou não.

Por fim, deixem de duvidar de informações dos jornalistas. Acreditem nos princípios do jornalismo. Esse novo viés trata-se, apenas, de um fenômeno que busca uma renovação cultural dentro do jornalismo de esportes. Os precursores enfrentarão dificuldades, é claro. Mas é uma boa forma de tentar mostrar outros olhares, que vão muito além de uma simples compreensão clubística.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

#ForçaChape - Hoje eu chorei

Hoje eu chorei.

No dia em que todos ficamos um pouco alviverdes, eu chorei. Acima de qualquer cor, bandeira ou profissão eram vidas que estavam naquele avião.

No dia em que nos tornamos um pouco torcedores da Chapecoense, eu chorei. Chorei ao acompanhar a distância cada atualização das notícias vindas da Colômbia.


No dia em que cada um de nós se sentiu um pouco em Chapecó, eu chorei. Chorei ao ver as famílias desesperadas atrás de notícias.

No dia em que cada um de nós foi um Índio Condá, eu chorei. Chorei ao ver uma onda verde e branca no entorno da Arena. Adultos e crianças incrédulos com o que havia acontecido. Chorei ao ver a foto que ilustra essa publicação.

No dia em que Chapecó teve o mundo dentro dos 600 mil km² de área, eu chorei. Chorei ao ver a união dos clubes de futebol em um só coro.

No dia em que a Chapecoense se eternizou, eu chorei. Chorei ao ver seu adversário solicitar a entrega do título à Chape, em um ato de grandeza que não cabe em palavras.

No dia de hoje, eu chorei. Chorei e não consigo mais escrever. Chorei e por isso resolvi desabafar nessas pequenas linhas. Chorei pelas incertezas e mudanças do destino e, por muitas vezes, não aproveitar para dizer tudo que quero. Chorei e agradeci a Deus por tudo.

Pelas vidas, pelos colegas e pelo futebol, eu confesso, chorei.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Abertura em Realidade Virtual marca o episódio 600 de Os Simpsons

Flertar com a tecnologia para assegurar seus seguidores fiéis e buscar um público novo a cada episódio. Essa é a ideia de Matthew Abram Groening, criador de uma das séries televisivas de maior sucesso: Os Simpsons.

Quem pensava que, após 28 anos de exibição, os "amarelinhos" tinham esgotado todas as possibilidades de atração de público foi surpreendido mais uma vez. Para celebrar o episódio 600 da animação, os produtores, em parceria com o Google, criaram uma abertura em Realidade Virtual.

A animação pode ser baixada a partir do Google Spotlight Stories.

Segundo informações dos produtores, o capítulo 600 vai se chamar Treehouse of Horror XXVII será o episódio especial de Halloween deste ano. A primeira parte do capítulo será uma paródia de Jogos Vorazes e vai incluir o regresso temporário de uma das personagens preferidas dos fãs: Frank Grimes, inimigo e ex-colega de Homer Simpson na central nuclear, que morreu enquanto tentava imitá-lo, querendo mostrar à equipe porque considerava o patriarca da família amarela "um idiota". Agora, Grimes vai vingar-se de Homer no especial de Halloween.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Livro: Olhares em Foco: fotografia participativa e empoderamento juvenil

A editora LabCom, do Laboratório de Comunicação da Universidade da Beira Interior, lançou nesta quinta-feira seu novo livro, "Olhares em Foco: fotografia participativa e empoderamento juvenil". O trabalho do pesquisador Daniel Marinho se fundamenta numa investigação-ação participativa em que a fotografia e a visualidade possibilitam a expressão, reflexão indenitária e resgate de autoestima de jovens em contextos de exclusão social e vulnerabilidade, no Brasil e em Portugal.

Através de uma plataforma de intervenção social o trabalho proposto no livro busca discutir as produções visuais dos jovens envolvidos no Projeto Olhares em Foco sobre si mesmos, dos seus grupos de pares, das suas famílias e das suas comunidades. Através do projeto foi possível testemunhar as representações visuais transformarem-se num suporte para o desenvolvimento de um pensamento crítico que levou a uma compreensão das perspetivas, necessidades e problemáticas pessoais e coletivas ilustradas nas fotografias e avaliadas pelo processo dialógico. 

A base teórica foi estruturada nos Youth Participatory Action Research (YPAR), na metodologia Photovoice e nos princípios da educação para a consciência crítica do pedagogo Paulo Freire. A imagem fotográfica demonstrou ser uma ferramenta que amplia as formas de expressão dos jovens ao mesmo tempo que um recurso criativo que evidencia a existência de padrões e escolhas semelhantes entre os diferentes jovens que refletem os seus perfis indenitários.

O livro tem PDF gratuito e pode ser acessado aqui.

Fonte: LabCom

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Negócio fechado! LinkedIn agora pertence a Microsoft

Foto: Reuters
A Microsoft, fundada por Bill Gates e Paul Allen e conhecida fabricante de softwares e computadores pessoais expandiu, de vez, seus negócios. Foi anunciado nesta segunda-feira que a empresa americana comprou o LinkedIn, rede social de negócios, fundada em 2002 e que possuí mais de 430 milhões de usuários registrados em mais de 200 países.

O valor total da negociação superou os 26 bilhões de dólares, pouco mais de 90 bilhões de reais. O valor foi calculado sobre o preço de cada ação do mercado da última sexta-feira, quando o LinkedIn encerrou o dia com cada ação valendo 196 dólares.

De acordo com um comunicado conjunto, a rede profissional irá "manter a sua marca, a cultura e independência" e Jeff Weiner permanecerá como CEO, porém vai ter que reportar todas suas ações para Satya Nadella, CEO da Microsoft. A operação foi apoiada "por unanimidade" pelos conselhos de administração das duas empresas, mas ainda está pendente da aprovação das autoridades reguladoras .
Os 26,2 bilhões de dólares da negociação superam os quase 22 bilhões de dólares pagos ao WhatsApp pelo Facebook há poucos anos atrás.

As informações são do Jornal El Mundo.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Livro: Pesquisa em Comunicação - Metodologias e Práticas Acadêmicas

Cláudia Peixoto de Moura, professora da FAMECOS/PUCRS e Maria Immacolata Vassallo de Lopes professora da ECA/USP organizaram, baseado em seus estudos uma publicação para auxiliar nas pesquisas em comunicação.

O livro, lançado nesta semana pela Editora da PUCRS, conta, ainda, com os autores Richard Romancini, José Luiz Braga, Marco Roxo, Eugenia Mariano da Rocha Barichello, Vera Veiga França, Nísia Martins do Rosário, Marialva Carlos Barbosa, Jiani Bonin, Marcia Benetti, Carlos Alberto de Carvalho, Marcelo Kischinhevsky e Mahomed Bamba. Cada um destes, escreveu um capítulo acerca de suas pesquisas e métodos e querem, com isso, contribuir para uma qualificação dos métodos de pesquisa em comunicação.

Segundo apresentação do livro, a obra é composta por um relato da pesquisa empírica, por uma apresentação do CECOM e pelos textos de docentes que ministram disciplinas curriculares envolvendo a temática ‘Metodologia da Pesquisa em Comunicação’, nos nove Programas de Pós-Graduação em Comunicação avaliados com as melhores notas no Brasil

A Parte I – Estudos do campo da Comunicação: ensino e pesquisa tem um caráter mais institucional na medida em que apresenta um relato de uma pesquisa empírica a respeito da temática, intitulado ‘Metodologia da pesquisa em comunicação: estudo bibliográfico em disciplinas de pós-graduação’, realizado por Cláudia Peixoto de Moura junto ao CECOM, que já possui outros trabalhos baseados em bibliometria ao longo de sua existência.

A Parte II – Questões epistemológicas na Pesquisa em Comunicação possui um caráter pedagógico e está dividida em três capítulos.

A obra tem PDF gratuito e pode ser acessada neste link

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Congresso Internacional de Jornalismo e Dispositivos Móveis com chamada aberta de trabalhos

A terceira edição do Congresso Internacional de Jornalismo e Dispositivos Móveis, organizado pelo Grupo de Investigação de Jornalismo para Dispositivos Móveis, coordenado pelo Prof. João Canavilhas, na Universidade da Beira Interior, em Covilhã, Portugal, segue recebendo propostas de trabalho.

Os cinco textos melhor pontuados serão publicados na revista Estudos em Comunicação numa edição especial. Ainda, todos os textos do evento serão publicados em livro a editar nos Livros Labcom.

Inscrição com apresentação de paper: 50 euros - Inscrição sem paper: grátis, mas com inscrição obrigatória - Inscrição no workshop: 25 euros (obrigatória a presença nas sessões do evento)

Neste ano, o evento acontece nos dias 22 e 23 de novembro, nas dependências da UBI e conta com quatro linhas temáticas:


Tema 1: Formas de distribuição de conteúdos para dispositivos móveis

Tema 2: Modelos de negócio para a jornalismo móvel

Tema 3: Novas linguagens e novos formatos jornalísticos

Tema 4: Os dispositivos móveis como ferramentas de produção

Os resumos alargados (8 mil a 10 mil caracteres) devem ser enviados para jc@ubi.pt. O aceite será divulgado no dia 25 de julho e o envio dos textos completos deve acontecer até 30 de outubro de 2016.

A conferência de abertura está sob a responsabilidade do Prof. Ramón Salaverría, da Universidad de Navarra. O evento conta, ainda, com um workshop de produção de conteúdos para tablets, com a Prof. Rita Paulino, da Universidade Federal de Santa Catarina.

É uma excelente oportunidade para discutir as questões de mobilidade no jornalismo, suas produções, difusões e usabilidades. 

terça-feira, 10 de maio de 2016

Spotify vai apostar em conteúdo audiovisual e prepara 12 séries originais

Imagem: Divulgação Spotify
Com mais de 75 milhões de assinantes ao redor do mundo, era natural que o Spotify, serviço de músicas por streaming, buscasse outras mídias para contemplar seu público. De acordo com informação avançada pelo canal Bloomberg, o Spotify já tem, em andamento, a produção de 12 séries musicais.

A inserção de conteúdo audiovisual não será uma novidade para os assinantes do serviço, tendo em vista que desde o ano passado clipes da BBC e do Comedy Central já estão disponíveis para os usuários.

A ideia inicial é que todas as produções originais tenham algum enfoque musical, para que não o serviço não fuja de sua gênese. Sendo assim, o Canal Tech fez um resumo dos novos produtos que devem ser lançados até o final de 2016. Inicialmente, só em alguns países, como os Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Suécia, país de origem do serviço.

Conheça algumas das produções que estão em andamento no Spotify, segundo o Canal Tech:

Rush Hour - Dois artistas de hip-hop são apanhados em uma van durante o a hora do rush em Los Angeles. Enquanto se dirigem para um local desconhecido eles devem criar mashups de uma das suas músicas mais conhecidas. Depois disso, eles chegam ao centro de Los Angeles no estacionamento da nova empresa de Russell Simmons All-Def Digital, onde selam uma nova colaboração perante uma multidão de fãs enlouquecidos.

Landmark - Composto por entrevistas exclusivas, imagens de arquivo e arquivos multimídia exclusivos, cada episódio de marco traz à vida a história de um momento ou movimento importante da história da música. Cada episódio é acompanhado por um podcast com análises profundas de algumas músicas.

Drawn & Recorded - Com narração do ganhador do Oscar T-Bone Burnett e animação impressionante de Drew Christie, cada episódio conta uma história notável da história da música. As histórias vão desde introspectivas a quadrinhos, e apresentam artistas de todo o espectro musical.
Life in Short - É uma série de antologia celebrando alguns dos artistas mais enigmáticas da música. Cada temporada de 24 episódios cobre um único artista e cada episódio de menos de dois minutos utiliza um dispositivo narrativo diferente (animação, documentário, show de tributo) para destacar um aspecto chave da vida do artista.

Drawn & Recorded - Duas celebridades trocam suas playlists do Spotify por um dia, no processo de descobrir novas músicas, aprendendo um pouco sobre o outro, e destacando que todas as formas de música estão ligadas à identidade e à cultura.

Singles - Gravado no novo estúdio de música do Spotify em Nova Iorque, esta série mostra como artistas gravam algumas de suas músicas mais conhecidas. A série terá um clima super intimista, com aparência consistente, mas com elementos visuais alinhados às sensibilidades de cada artista.

Rhymes & Misdemeanors - Em cada episódio desta série de crimes verdadeiros, traçaremos o perfil de um crime notório do mundo da música. Do canibalismo do rapper Big Lurch até a trama de assassinato de aluguel do cantor da banda de metal As I Lay Dying, vamos contar a história completa de como algumas das maiores e mais promissores promessas da música foram tragicamente levadas para o caminho errado.

Ultimate/Ultimate - O vencedor do Oscar Tim Robbins estrela um documentário de comédia que segue várias pessoas apaixonadas que competem para se tornar a próxima grande estrela EDM. Do DJ Sparkle aos irmãos que imitam o Daft Punk, a série explora as nunces divertidas, simpáticas e absurdas das pessoas que são capazes de tudo para perseguir suas paixões musicais.
Generations - Nesta exclusiva série de performance, duas gerações de estrelas do hip-hop se juntam para criar novas versões de suas canções mais notáveis. Cada capítulo da série contará com performance musical, juntamente com segmentos de documentários sobre a experiência.

Public Spaces - Cada espisódio caracteriza uma performance em um dos grandes espaços públicos do mundo. Quer se trate de Macklemore na Union Square, ou A$AP Rocky no Portão de Brandemburgo, esta série irá redefinir a música para as massas.

Flash Frame - A série é o rejuvenescimento do formato de vídeo musical do Spotify. Uma vez por mês, um artista renomado vai se apresentar na sede do Spotify em Nova Iorque. O show será capturado em vídeo, com direito a efeitos visuais e intercalados com uma das faixas executadas para construir uma narrativa em torno do tema da canção. Diretores de videoclipes, animadores e outros profissionais de criação ajudarão a elaborar cada episódio.

Focus On - É uma série de desempenho orientado a dados que vive na intersecção de música, cultura e Spotify. O Spotify irá identificar uma banda popular em um mercado-chave, e fazê-los tocar um show exclusivo para fãs por meio de dados do Spotify. Além da performance, cada um dos cinco episódios apresenta perfis dos fãs e da cultura musical de locais do mundo inteiro.

domingo, 17 de abril de 2016

E-book gratuito: Direito das Comunicações, de Ericson M. Scorsim

Numa semana onde um estudo do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas de Acesso à Informação da USP e publicado pela BBC Brasil, mostrou que 3 das 5 notícias mais compartilhadas no Facebook são falsas, chega a ser um alento quando nos depararmos com conteúdos que contribuam com nosso desenvolvimento profissional nessas redes sociais. Ainda mais, para uma correta prática do jornalismo.

O advogado Ericson M. Scorsim, da Meister Scorsim, lançou o e-book "Direito das Comunicações – Regime Jurídico dos serviços de internet, telecomunicações, TV por radiodifusão e TV por assinatura". Segundo o Convergecom, o livro tem como foco a legislação aplicável aos serviços de internet, telecomunicações, televisão por radiodifusão, TV por assinatura e publicidade. Sendo um excelente aliado na consulta das leis que regem o serviço.

Clique aqui para ter acesso ao e-book.


segunda-feira, 7 de março de 2016

Grupo RBS anuncia venda das operações de mídia em Santa Catarina

As especulações do final de 2015, tornaram-se realidade. O Grupo RBS vendeu suas ações de operação em rádio, televisão, impressos e internet em Santa Catarina. O jornalista Paulo Alceu, colunista do jornal Notícias do Dia e apresentador da Ric Record catarinense, já havia anunciado a transação há algumas semanas, mas somente hoje os seus acionistas se posicionaram publicamente sobre a venda.

De acordo com o jornalista Felipe Vieira, um e-mail tratando do assunto foi enviado aos funcionários de Santa Catarina com informações sobre o anuncio que foi oficializado nesta segunda-feira, pelo Presidente-Executivo, Duda Melzer.

Ainda de acordo com Vieira, o mercado estima que o valor do negócio chegue a R$ 700 milhões e os novos donos serão os empresários Carlos Sanchez e Lirio Parisotto. Comenta-se em Florianópolis, ainda, a possibilidade de que José Bonifácio de Oliveira Sobrinho venha a participar da sociedade. Boni determinou a integrantes do jornalismo da TV Vanguarda, em setembro do ano passado que acompanhassem a programação da RBS TV/SC.

Segundo nota oficial do Grupo RBS, a conclusão do negócio está sujeita à condição suspensiva de aprovação prévia do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e dos demais órgãos regulatórios do setor, bem como ao cumprimento de determinadas condições precedentes usuais para estes tipos de transações e o processo de transição será gerido a partir de comitês com o objetivo de garantir a continuidade e a excelência das operações. A sinergia entre as empresas em Santa Catarina será mantida a partir de parcerias operacionais e comerciais.

Com a oficialização da venda, o Grupo RBS focará seus investimentos de mídia no Rio Grande do Sul, onde o grupo empresarial, fundado em 1957, coordena marcas jornalísticas como Zero Hora, Diário Gaúcho, O Pioneiro, Diário de Santa Maria, Rádio Gaúcha, Rádio Atlântida, Rádio Farroupilha e RBS TV. Além dos negócios de comunicação, o grupo é proprietário da e.Bricks, empresa de investimento digital com atuação no Brasil e nos Estados Unidos.

O professor e pesquisador de comunicação na UFSC Rogério Christofoletti escreveu um artigo denominado "Ponto de Vista: Quem ganha com a venda da RBS de SC?", que é um bom parâmetro para analisarmos o negócio.