quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Clickbait: o chama-clique da internet

As redes sociais potencializaram a divulgação dos conteúdos dos portais em geral. Sejam eles de notícias, entretenimento, blogs pessoais, saúde ou beleza. O Facebook e Twitter são grandes propulsores destes conteúdos. E muitos destes veículos estão usando de uma técnica chamada clickbait para atrair leitores ou apenas cliques para suas páginas.

Em uma tradução literal, é uma Isca de clique. Pois é um termo usado para descrever um tipo de hiperligação que seduz o visitante a clicar para começar ou continuar a ler um artigo. É uma forma de aumentar o número de pageviews dessas páginas. A maioria das ligações do tipo clique isca usa de "manchetes clickbait", que, tipicamente, visam explorar o "gap curiosidade", fornecendo informações suficientes para despertar a curiosidade do leitor, mas não o suficiente para satisfazer a sua curiosidade sem clicar até o conteúdo vinculado

Essa ação tem sido promovida por grandes veículos esportivos do Brasil, como nos dois exemplos abaixo, que se referem ao mesmo caso. A contratação do centroavante Nenê, pelo Vasco da Gama:


Reprodução: Facebook Globo Esporte
Reprodução: Facebook Esporte Interativo
Em ambas as situações, as ligações não mostram qual equipe contratou o jogador. O globoesporte.com fala o nome do atleta, já o Esporte Interativo deixa até isso em suspense. Uma das principais funções do clickbait é a geração de receitas por cliques. Muitas empresas fazem anúncios nessas páginas pela grande quantidade de acessos que as mesmas tem, então elas usam deste artificio para atrair visitantes.

No final de 2014, a onipresença do clickbait na web tinha começado a levar a uma reação contrária a sua utilização. Dessa forma, o jornal satírico The Onion lançou um novo site, o ClickHole, que parodiava sites clickbait como Upworthy e Buzzfeed. 


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