segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Missa em São Borja relembra as 242 vítimas da Boate Kiss

No dia em que a maior tragédia do Brasil completou um ano, São Borja lembrou mais uma vez das vítimas da Boate Kiss. Desta vez, a Igreja Matriz São Francisco de Borja abriu suas portas, excepcionalmente, em uma segunda-feira para uma missa em memória às 242 vítimas de um ano atrás.

Pouco mais de cem pessoas acompanhou a celebração. Entre eles, com as camisas que lembravam as vítimas, estavam Vanessa Contreira e Roseli Schmitz, mães de Emili e Wicton, além de amigos e colegas de Maicon Evaldt.

Vanessa Contreira, mãe de Emili Ercolani, disse que após um ano, não vê uma solução para o caso em futuro próximo. E alega que é o que mais dói nos familiares, já que a presença de Emili será eterna. "Tudo o que eu faço, onde vou, me faz lembrar dela. Mas nunca mais terei a presença física da minha filha aqui. Mas a lembrança será eterna", finalizou.

Emocionados, os familiares de Wicton Schmitz disseram que esta é uma dor irreparável. Que pode passar um ano ou dez que o filho será lembrado a cada dia que passa. E que por mais que tentem superar essa tragédia, a dor e as lembranças são inevitáveis.

Santa Maria parou para lembrar as vítimas

Como se fosse feriado, Santa Maria parou. O comércio não abriu e milhares de pessoas foram as ruas para, mais uma vez, pedir justiça e lembrar os filhos que morreram na Boate Kiss. A programação começou ainda na madrugada, com a pintura de 242 silhuetas na frente da Boate. Em vigília, familiares não saíram da frente do local da tragédia durante um segundo sequer. Eles acenderam velas e hoje, durante o dia, fizeram a leitura de cada um dos nomes das vítimas daquela noite. Em entrevista ao G1, a dona de casa Marise Dias de Oliveira, de 50 anos, prestava homenagem ao filho Lucas Dias, que morreu aos 20 anos. “Se já não bastasse a dor, ainda tenho de enfrentar o sentimento de impunidade”, declarou no fim da celebração. 

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