quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Urna com restos mortais de Jango sai de São Borja direto para Brasília

Após quase 20 horas de trabalhos, os restos mortais do ex-presidente João Goulart deixaram o Cemitério Jardim da Paz onde haviam sido enterrados em 1976. A primeira parte da exumação, chamada de fase local, foi concluída e agora o material coletado seguirá para exames no Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília.

Antes da pausa para o jantar, a ministra Maria do Rosário anunciou que o translado da urna que leva o caixão de Jango seria feito de modo rodoviário até Santa Maria, onde um avião da Força Aérea Brasileira estaria esperando para levá-los para Brasília. Só que mesmo com todo o atraso no processo (que encerrou às 2h07min, com a saída dos restos de Jango do cemitério), houve, ainda na madrugada, outra mudança logística. Agora, o avião da FAB veio de Santa Maria buscar a urna em São Borja e daqui saiu rumo à capital federal.

 A partir das 10hs na Base Aérea de Brasília, a presidenta Dilma Rousseff acompanhada de alguns ex-presidentes e outros líderes do governo estarão aguardando a chegada do avião que levará os restos mortais de Jango. Lá ele será recepcionado com honras de chefe de estado, direito que não teve quando morreu. Porém a programação no centro do país deve atrasar. O avião que leva a urna, decolou de São Borja apenas às 7h40min e o tempo previsto para viagem é de aproximadamente 3hs. Pouco tempo depois, em outro avião militar, embarcaram a ministra Maria do Rosário, o prefeito Farelo Almeida e os familiares de Jango. Todos participarão das homenagens em Brasília.

Não há data certa para que se chegue a algum resultado concreto sobre a exumação. "Pode levar dias ou meses. O que nos interessa é uma precisão no resultado", declarou o perito cubano Jorge Perez, que também trabalhou nos casos de Che Guevara e Simon Bolívar.

Pela parte da família, quem mais falou foi o neto de Jango, Christopher Goulart, que disse não temer a demora no processo, principalmente porque todos seus descendentes necessitam de uma explicação para sua morte. "Está comprovada já essa perseguição exaustiva. Não bastou essa derrocada contra o presidente João Goulart, mas também até o ultimo dia de sua vida essa perseguição se fez implacável. O resultado da exumação sendo positivo ou negativo, ela não isenta nenhuma responsabilidade nesse sentido das perseguições."

O que é certo e foi assinado em audiência pública é que os restos mortais de João Goulart voltam para o Rio Grande do Sul em dezembro. No dia 5, receberão homenagens de chefe de estado no Palácio Piratini, sede do governo estadual e no dia 6, dia da sua morte, será feito um novo sepultamento com honras militares em São Borja. Data esta, que antecipadamente está definida como feriado municipal. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário