terça-feira, 15 de outubro de 2013

Campanha de acadêmicas da UNIPAMPA incentiva a doação de órgãos

As acadêmicas Nátalie Brombilla, Isabel Motta, Priscila de Castro, Izielli Moura e Sendy Mordhost, do 3º semestre do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), realizaram nos dias 01 e 02 de outubro a campanha publicitária: “cartas para uma vida”. 

Com o objetivo de incentivar a doação de órgãos, as alunas realizaram uma intervenção urbana. A ação foi desenvolvida com caixas de cartas com diversos textos reflexivos sobre a importância de doar órgãos.  A intervenção teve 6 pontos fixos: parada cultural, praça XV de Novembro, parada de ônibus ao lado da igreja do centro, praça da lagoa, Unipampa e Centro Nativista Boitatá. 

As pessoas que passavam por esses locais encontravam uma caixa parecida com a dos correios com a seguinte frase: “Pegue sua carta, pois a esperança de muitos depende de você”, assim elas podiam retirar sua carta e após ler deveriam repassá-la a outra pessoa.
A integrante do grupo, Izielli Moura, comenta a importância da campanha: “tem gente que espera ter dinheiro, sucesso, felicidade, amor... outros esperam e-mails, telefonemas e cartas, às vezes não chegam. Assim como os pacientes que estão há anos esperando doções. Nós fizemos as pessoas pararem pra pensar em coisas que eles esperaram e se colocar no lugar dos pacientes.”

A intervenção foi realizada para a disciplina de mídia, ministrada pelo professor Fábio Corniani.
Acompanhe nos links abaixo o trabalho do grupo:
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Twitter 
Vídeo Case
 

Como ser doador de órgãos? 
Não precisa deixar nada documentado, porém os familiares devem se comprometer a autorizar por escrito à doação dos órgãos. Após a constatação de morte encefálica (morte do cérebro), algumas partes do corpo poderão ser aproveitadas para salvar vidas.
Segundo a Política Nacional de Transplantes de Tecidos, Órgãos e Partes do Corpo Humano, fundamentada e estabelecida pela Lei 9.434/97, tem como diretrizes a gratuidade da doação, o vigor ao combate de comércio de órgãos, o beneficio e segurança em relação aos receptores e a não maleficência em relação aos doadores vivos.

Em junho deste ano, o Rio Grande do Sul realizou 64 transplantes, como mostra a tabela abaixo:



Coração
 2 transplantes
Fígado
14 transplantes
Pulmão
1 transplante
Rim
47 transplantes
Pâncreas
0
Rim/Pâncreas
0
(dados do portal saúde/2013)


O que eu posso doar?
* Córneas (retiradas do doador até seis horas depois da parada cardíaca e mantidas fora do corpo por até sete dias);

* Coração (retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por no máximo seis horas);

* Pulmão (retirados do doador antes da parada cardíaca e mantidos fora do corpo por no máximo seis horas);

* Rins (retirados do doador até 30 minutos após a parada cardíaca e mantidos fora do corpo até 48 horas);

* Fígado (retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por no máximo 24 horas);

* Pâncreas (retirado do doador antes da parada cardíaca e mantido fora do corpo por no máximo 24 horas);

* Ossos (retirados do doador até seis horas depois da parada cardíaca e mantidos fora do corpo por até cinco anos);

* Medula óssea (se compatível, feita por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue);

* Pele; 

* Valvas Cardíacas.

Lista de espera

No estado do Rio Grande do Sul existe 1.322 pessoas na fila esperando por doações. Veja abaixo a quantidade de pessoas que aguardam o transplante de determinado órgão:

Coração - 15
Córnea - 29
Fígado - 146
Pâncreas isolado - zero
Pulmão - 66
Rim isolado - 1046
Rim+Pâncreas - 13
Fígado+Rim - 7
Pulmão+Fígado - zero


Texto: Janine Motta
Imagens: 
Nátalie Brombilla 
Fonte:Secretaria Estadual de Saúde 

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