quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Clínica Renal completa 19 anos de um trabalho essencial para saúde de São Borja

Uma parceria firmada entre o Hospital Ivan Goulart (HIG) e a médica nefrologista, Vera Lemos, em 1994 resultou em mais saúde para São Borja. Nesse mês de setembro, a clínica renal Ivan Goulart completa 19 anos proporcionando mais qualidade de vida para os portadores de doenças renais crônicas. A clínica renal atende em média 50 pessoas por mês, não apenas de São Borja, mas também de municípios vizinhos como Maçambará e Garruchos, graças a uma parceria com as Secretarias de Saúde dessas cidades, que oferecem transporte para os pacientes virem até São Borja realizar o tratamento de hemodiálise.

A hemodiálise é um processo de filtração do sangue através de uma máquina, como explica a médica Vera Lemos. “Quando nossos rins funcionam menos de 12% é necessário que uma máquina passe a fazer o trabalho deles, que é retirar as toxinas acumuladas no nosso corpo”. De acordo com a médica, o desequilíbrio que acontece no organismo quando os rins funcionam menos de 12% faz com que a pessoa sinta desconfortos como náusea, vômitos, inchaço e até anemia.

Muitas doenças podem causar a falência renal, se não tratadas ou controladas. É o caso da hipertensão, que causa um aumento contínuo de pressão sanguínea nos rins levando a falência total ou parcial. Outra doença que pode prejudicar o funcionamento desses órgãos é a diabetes, se não controlada corretamente.

O processo de hemodiálise dura cerca de quatro horas. Tempo que a máquina leva para filtrar todo o sangue do organismo. O tratamento deve ser realizado três vezes por semana, em intervalos de 48 horas, tempo que o organismo leva para atingir o pico de toxinas acumuladas. Ao longo do tratamento, os pacientes são acompanhados diariamente pelas médicas Vera Lemos e Ariane Trindade, além de realizar exames mensalmente para averiguação de rotina.

Para receber esses pacientes, que frequentam a clínica cerca de três vezes por semana para realizar a hemodiálise, o local conta com uma complexa estrutura. São ao todo 18 máquinas de diálise, sendo que uma permanece como reserva, a equipe conta com mais de 14 profissionais envolvidos entre enfermeiros, técnicos de enfermagem, equipe de higienização, duas médicas, além de psicóloga, assistente social e nutricionista com convênio com o hospital.

Por Tâmela Grafolin

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